Principais características e especificações técnicas da raquete de padel Kombat Teide
A Kombat Teide faz parte da nova linha Vulcano, uma colaboração entre a Kombat e Manu Martín. O avaliador destaca vários aspetos técnicos que distinguem esta raquete dentro da gama Kombat. Destaca-se o cabo ligeiramente mais comprido, com 13,5 cm, que também é mais grosso do que as pegas padrão—o que significa que os jogadores podem precisar de menos overgrips do que o habitual. A fita de pulso agora é intercambiável, graças a um novo sistema de troca de corda.
- Peso: 360–370g (modelo testado: 366g com dois overgrips)
- Balanço: Alto, cerca de 27,1 cm
- Material da face: Fibra de carbono aluminizada 18K
- Núcleo: Borracha Blue EVA de densidade média
- Superfície: Rugosidade 3D com textura “K” da Kombat
- Padrão de furos: Furos mais pequenos no centro, maiores na periferia
Esta combinação de materiais e design confere à Kombat Teide uma sensação de dureza média, com um sweet spot de tamanho padrão e uma diferença notória de resposta entre as zonas central e superior da face.
Desempenho em jogo defensivo e sensações no fundo do campo
Em situações defensivas no fundo do campo, o criador nota que a Kombat Teide oferece uma saída de bola confortável a ritmo médio e médio-baixo, apesar da sua dureza geral. O sweet spot tem tamanho padrão e a maioria dos golpes defensivos beneficia do conforto e resposta da zona central. No entanto, quando a bola é batida mais acima na face—onde não há furos e está o logótipo “K” da Kombat—a raquete sente-se claramente mais rígida e menos permissiva, com menor saída de bola.
A intensidades mais altas, a raquete proporciona bom controlo, evitando que a bola ressalte em excesso mesmo quando batida com força. Isto inspira confiança aos jogadores que querem manter golpes firmes do fundo sem perder controlo. O avaliador contrasta isto com a Kombat MM3, referindo que a Teide oferece melhor saída de bola a baixas velocidades, mas menos ressalto a altas velocidades.
Dois desafios são destacados na defesa: o balanço alto torna a raquete menos manobrável em bolas baixas ou forçadas, por vezes fazendo com que a ponta atrase e a bola suba mais do que o desejado. Além disso, os golpes fora do sweet spot sentem-se mais secos e menos responsivos, especialmente ao alcançar bolas difíceis.
Controlo e potência em víboras e bandejas
Ao passar para a zona de víbora e bandeja, o avaliador observa uma diferença mais acentuada entre bater com as zonas central e superior. A zona central permite golpes profundos com pouco esforço, enquanto a zona superior exige um swing mais longo e forte para alcançar profundidade semelhante. A ritmo médio-baixo, a bola sai bem da zona central, mas menos da parte superior, exigindo mais do jogador.
Nos golpes ofensivos, a maior parte do contacto ocorre com a zona superior, que se sente mais rígida e oferece menos ressalto. No entanto, esta rigidez traduz-se em excelente controlo a alta velocidade, permitindo ao jogador bater forte sem receio de a bola sair fora. O avaliador aprecia a confiança que isso transmite, especialmente em jogo agressivo.
O cabo mais comprido e o balanço alto ajudam a gerar alavanca e peso na bola, aumentando a aceleração e permitindo aos jogadores imprimir potência significativa. Contudo, isto também faz com que a raquete pareça pesada na cabeça, podendo causar fadiga no braço em sessões longas. O criador recomenda a Kombat Teide nesta zona para jogadores com boa técnica, pois recompensa golpes precisos e bem centrados.
Características na rede e manuseamento em voleios
Na rede, a Kombat Teide mantém um bom sweet spot para voleios padrão, oferecendo saída de bola fiável sem exigir acompanhamento exagerado. O avaliador nota que, ao lidar com bolas rápidas e descendentes, bater mais acima na face pode resultar em devoluções mais curtas e menos potentes, já que a zona superior é menos viva.
Para voleios ofensivos, o balanço alto da raquete ajuda a imprimir peso e manter a bola baixa, sendo particularmente eficaz em cortes. No entanto, o balanço alto também torna a raquete menos manobrável em trocas rápidas ou mudanças de direção, exigindo que os jogadores estejam bem posicionados e atentos. O avaliador verificou que, em voleios agressivos, a necessidade de bater com a zona superior e gerar mais força pode dificultar o timing, especialmente sob pressão.
Apesar destas exigências, a Kombat Teide oferece bom controlo e potencial ofensivo na rede, sobretudo para quem prefere jogar com peso e corte em vez de depender apenas da velocidade.
Remates e potencial de potência nos smashes
No que toca a finalizar pontos com smashes, a Kombat Teide oferece potência satisfatória, especialmente para jogadores com técnica média a avançada. O avaliador nota uma clara distinção entre bater com as zonas central e superior: a zona superior sente-se mais seca e menos útil, exigindo que o jogador gere mais aceleração e força, sobretudo com bolas mais gastas que perderam ressalto. Em contraste, a zona central proporciona um pouco mais de ressalto e conforto, ajudando na potência dos smashes e nos “por três”.
No geral, a raquete recompensa golpes tecnicamente corretos e bem centrados, sendo menos permissiva quando o contacto é feito mais acima na face. Jogadores com boa técnica conseguirão extrair o máximo de potência e consistência da Kombat Teide em situações de finalização.
Perfil de jogador recomendado e avaliação por zonas do campo
A Kombat Teide tem um preço de 185€, alinhado com o resto da linha Vulcano. O avaliador posiciona-a entre os modelos Kombat Etna e Kombat Vesuvius, oferecendo um equilíbrio entre controlo e potência sem ser excessivamente dura. Em comparação com a MM3, a Teide sente-se um pouco mais rígida e é mais indicada para jogadores com nível técnico médio a avançado, pois exige contacto preciso e central para desempenho ideal.
O criador resume a sua experiência classificando o desempenho da raquete nas diferentes zonas do campo:
- Zona de víbora e bandeja: Excelente controlo e confiança a ritmo alto, permitindo jogo forte com bastante peso na bola.
- Zona de voleio: Versátil e fiável quando bem posicionado, com bom controlo a ritmo baixo/médio e potencial ofensivo.
- Zona defensiva: Gerível para a sua dureza, com boa saída de bola a ritmo médio-baixo, embora o balanço alto e a sensibilidade do sweet spot exijam adaptação.
- Zona de finalização: Potência razoável, mas mais exigente tecnicamente do que o esperado; recompensa golpes bem executados e centrados, especialmente com bolas novas.
Em resumo, a Kombat Teide é uma opção forte para jogadores que procuram transitar para uma raquete ligeiramente mais dura e ofensiva sem sacrificar demasiado conforto no jogo defensivo. O seu balanço alto e sweet spot diferenciado tornam-na mais adequada a quem tem técnica sólida e consegue bater consistentemente na zona central da face.





